toda vez que decido escrever, é como se sentisse minhas ideias emaranhadas na minha cabeça, elas vão se enrolando e me levam junto para o meio do furacão, transcrevê-las me ajuda a tornar a confusão uma linha tênue, fluida. Muitas vezes é mais complexo falar, do que escrever. Hoje em específico eu passei um tempo pensando sobre o amor, mais especificamente o romântico. amar é como arriscar oferecer meu coração vivo, bombeando sangue, em uma bandeja à um vampiro, há o risco de ele sugar toda a vitalidade desse órgão tão importante para mim, simplesmente por suas próprias prioridades e desejos, mas ainda há a possibilidade de recusa, e prefiro me sustentar nessa, mesmo que seja uma escolha tola, mas é isso que me faz humana. Eu ainda tenho o anseio de amar, amar como se algo no meu funcionamento básico dependesse disso, e ser cuidada como se fosse frágil, pois vejo força em uma fragilidade permitida, e coragem em ainda querer, mesmo que do amor surjam tantas vertentes. O amor é algo terno e prazeroso, o que me assusta é a possibilidade de entrar em um limbo, e se perder por consequências dele. Mas não existe um mau amor, há sim quem não saiba amar, ou não esteja de peito aberto para enfrentar a intensidade de se inundar nele... Mesmo na incerteza eu sinto que amar nunca vai ser um ato perdido, especialmente quando sinto que minha alma escolheu a pessoa, como se cada átomo existente em sua composição fosse feito de maneira correspondente a minha, por algum motivo. Eu encontrei essa pessoa de forma tão inesperada, e de repente me pego perguntando ao meu consciente se vou poder ama-lá sem interrupções. Ele sempre responde.
Amor (romântico)